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Disfunção Cognitiva

  03/03/2021

Hoje os pet estão conseguindo viver mais e melhor, e com o aumento na expectativa de vida, vemos cada vez mais velhinhos em nossa rotina clinica, que exigem cuidados especiais e dedicados as suas necessidades. 

Após 10 anos de vida, podemos começar a perceber alterações relacionadas a Síndrome da Disfunção Cognitiva, tanto em cães como em gatos. A Sindrome da Disfunção Cognitiva é comparada ao Alzheimer em humanos, e assim como em humanos, nem todos os animais idosos são afetados pela doença, sendo que alguns permanecem intactos cognitivamente. 

É uma patologia neurodegenerativa relacionada ao declínio cognitivo e alterações comportamentais progressiva que leva a sinais como: desorientação, alteração na interação com outros animais e humanos, ansiedade, dificuldade de aprendizagem e memória, entre outras alterações comportamentais.

Para o diagnóstico é necessário excluir outras causas, que podem acometer cães e gatos, e para isso é necessário questionamentos feitos pelo médico veterinário afim de avaliar as diversas alterações comportamentais do paciente, assim como a solicitação de exames complementares .

No tratamento, atualmente são utilizados medicamentos que retardam a evolução da enfermidade, manejo ambiental para evitar possíveis lesões nos animais e dieta com enfoque em diminuir compostos oxidantes. O enriquecimento ambiental com brinquedos que estimulem a atividade do pet, bem como alguns exercícios diários, juntamente com o adequado tratamento, melhoram muito a resposta do paciente.  

O prognóstico do paciente dependerá do período em que foi feito o diagnóstico, idade, sinais clínicos, e resposta ao tratamento, deve-se saber que é uma doença progressiva e irreversível. 

O objetivo é identificar e realizar o  diagnóstico na fase inicial da doença para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, prolongando assim sua interação de forma saudável com o ambiente e o meio familiar.

 

Os sinais mais comuns de que o pet pode apresentar a Síndrome da Disfunção Cognitiva 

 

  • Desorientação: o animal fica confuso em ambientes familiares. Ex: tenta sair pelo lado errado da porta, não consegue sair sozinho de um canto, se perde dentro de casa.
  • Mudanças na interação com humanos ou outros animais: declínio nas brincadeiras, irritabilidade, menor afeição.
  • Alteração no ciclo de sono e vigília: o animal dorme durante o dia e passa a noite acordado, podendo vocalizar, perambular e acordar o proprietário.
  • Perda do treinamento, inclusive o higiênico: o animal desaprende, não sabe mais onde deve urinar e defecar e não responde mais a comandos. Começa urinar e defecar pela casa .
  • Alteração do nível de atividades: menor interesse em exploração, estado de inatividade geral. Em alguns casos, ocorre o oposto, com grande aumento na atividade, perambulação e desenvolvimento de comportamentos compulsivos.
  • Além disso, pode ocorrer aumento da ansiedade, alterações de apetite, redução nos cuidados com a higiene, aumento da vocalização, intolerância ao exercício, surgimento de novos medos e fobias e comportamentos destrutivos. Em casos graves, pode haver perda total de contato do animal com o ambiente que o cerca, comprometendo gravemente a relação homem-animal, a ponto de romper o vínculo entre proprietário e animal de estimação.

 

Formas de Prevenir a Síndrome da Disfunção Cognitiva 

 

A partir dos 7 anos de vida, cães e gatos são considerados idosos. Nesse momento iniciamos os cuidados com a alimentação adequada para idade, que deve apresentar nível nutricional de melhor qualidade. 

Inicia-se os cuidados com as doenças comuns em idosos, e cuidados com os check ups anuais deverão receber maior atenção a partir desse momento, garantindo assim que o pet esteja livre de qualquer problema de saude , antes mesmos que os sinais clínicos comecem a aparecer. Caso seja feito o diagnóstico de alguma doença a mesma devera ser tratada, tão logo seja identificada. 

A estimulação do animal idoso é de extrema importância para a reversão do quadro. Em cães, são indicados passeios diários com intensidade adequada à idade do cão, de preferência com socialização com outros animais. Além disso, devem ser oferecidos brinquedos com variadas texturas e tamanhos, além de ossos e courinhos mastigáveis. Petiscos podem ser escondidos na cama do cão ou em diferentes locais da casa, estimulando-o a encontrar as recompensas, ou podem ser oferecidos através de brinquedos educacionais, que podem ser recheados com alimento. Tanto em cães quanto em gatos, o proprietário deve manter uma interação positiva diária com o animal. Caso o animal faça truques, deve ser sempre estimulado a demonstrá-los. O enriquecimento ambiental em gatos pode ser feito com o uso de arranhadores, diferentes tipos de brinquedos, colocação de prateleiras nas paredes, brincadeiras com sacolas e caixas de papelão. Para evitar ansiedade, uma rotina deve ser mantida e, caso mudanças forem necessárias, devem ser feitas de forma gradual. 

Somente o Medico Veterinário pode diagnosticar se essas alterações são decorrentes da Sindrome da Disfunção Cognitiva, ou se existe alguma outra patologia associada, que deva estar sendo tratada. Procure sempre um Medico Veterinário da sua confiança. 

 


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